Mostrando postagens com marcador segurança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador segurança. Mostrar todas as postagens

24 de janeiro de 2010

Curso Análise Básica de Vulnerabilidades - SP

Atualmente, a área de segurança da informação é uma das mais requisitadas em empresas que precisam proteger suas informações de acessos indevidos. E para tanto, o profissional precisa estar capacitado para conhecer as brechas e vulnerabilidades dos sistemas e redes que administra. Esse curso provê a capacitação necessária para realizar a avaliação e análise de vulnerabilidades existentes, assim como o conhecimento necessário para lidar com as brechas descobertas. O curso é basicamente prático, sendo abordado apenas os aspectos teóricos pertinentes ao trabalho prático desenvolvido. Justamente por isso, trabalharemos dentro das 24h do curso com as principais ferramentas utilizadas em análise de vulnerabilidades, mas traremos também aos alunos o conhecimento de diversas outras, para sua posterior pesquisa.

Esse curso é baseado em parte do conhecimento necessário para algumas das principais certificações internacionais na área de segurança, tais como:

CEH - Certified Ethical Hacker
LPT - Licensed Penetration Tester
CISSP - Certified Information Systems Security Professional
ECSA - Ec-Council Security Analyst


Resumo do programa:

Dia#1
Introdução às Vulnerabilidades
Avaliação de Vulnerabilidades
NMap (parte1)
Secunia

Dia#2
Scanners de Segurança
Exemplos de INFOSEC Tools
NMap (parte2)
Nikto
Ferramentas de Avaliação de Vulnerabilidades
Retina
Avaliação de Vulnerabilidades (passo 1)
GFI LANguard
Cheops

Dia#3
Avaliação de Vulnerabilidades (passo 2)
Indo além...
Nessus
Hydra
Gerenciamento de Vulnerabilidades
TCPDump
Wireshark


Sobre o instrutor: Luiz Vieira é Analista de Segurança e trabalha na área de TI desde 1995, com larga experiência em WEB, desenvolvimento, segurança e Linux. Trabalha com teste de invasão, segurança de redes e servidores, consultoria e auditoria na área de Segurança da Informação. Também é professor e ministra vários cursos na área de Segurança.

Pré-requisitos: Conhecimento básico de redes e protocolo TCP/IP
Laptop, rodando Windows/Linux com VMWare ou VirtualBox instalado.

Dias: 16, 17 e 18 de Abril/2010
Horários: dia 16 - de 18h às 22h
dias 17 e 18 - de 9h às 20h
Carga horária: 24h
Valor do investimento: R$ 1.200,00

Formas de pgto:
Em dinheiro ou depósito, à vista com 5% de desconto.
(15% de desconto se o pgto for realizado até o dia 26 de março).
Pagamento por cartão de crédito via PagSeguro.


Local: São Paulo - Local a ser definido próx. à Av. Paulista
Para informações e inscrição: (21) 8748-6387
Email para contato: luizwt@gmail.com

23 de janeiro de 2009

Segurança no Brasil. Qual é nossa realidade?

Trabalhando como consultor da área de segurança em TI, presenciei várias falhas, muitas vezes absurdas e primárias mesmo, em sistemas e redes, o que só mostra que o brasileiro ainda não está consciente dos riscos que corremos ao enfrentarmos um atacante com forte intenção maliciosa. Isso talvez seja devido ao fato de que a Internet só chegou no Brasil no meado dos anos 90, quando Kevin Mitnick já cumpria pena na prisão. A defasagem tecnológica que vivemos no início da era digital era muito grande, o que também afetou o desenvolvimento de metodologias e políticas de segurança. Tanto que a maioria das empresas não possui políticas de segurança bem definidas e nem procuram adquirir uma certificação ISO 27001 ou ISO 17799.

Um exemplo disso, é que só em 2008 o governo brasileiro decidiu liberar uma Instrução Normativa (a Instrução Normativa GSI nº1 - Disciplina a Gestão de Segurança da Informação e Comunicações na Administração Pública Federal, direta e indireta, e dá outras providências) que regula a adoção de políticas de segurança da informação em instituições públicas, sendo que nos EUA, por exemplo, essa é uma preocupação existente há muito anos.

Talvez, nossa nação não tenha a devida preocupação com tal necessidade, pelo fato de nunca ter presenciado ou participado de atividades que envolvessem furto de dados sigilosos que colocassem a segurança nacional em risco ou coisa do gênero, como já ocorreu em outros países (p. exemplo, EUA, URSS, Iraque, China e etc). E nem mesmo temos invasores maliciosos (crackers) com grandes conhecimentos técnicos, ou intenções, para causar grandes prejuízos ao governo. Talvez isso gere uma aparente sensação de segurança, onde achamos que vivemos em um ambiente inócuo e seguro. Lêdo engano, meus caros!

Não temos grandes ataques, mas temos pequenos roubos! Até aqui o jeitinho brasileiro de querer aproveitar-se em cima da ingenuidade dos outros prevalece. Mas se temos script kiddies que possuem conhecimento suficiente pra burlar sistemas bancários e financeiros, ou apenas enganar o usuário, em alguns anos poderemos ter atacantes profundamente perigosos, que vendem suas pilhagens para os concorrentes das empresas que invadiram. Esse é a paisagem que podemos vislumbrar se não conscientizarmos os usuários dos riscos que correm. Mas para isso, os administradores precisam se conscientizar em primeira mão.

Meu trabalho como articulista é basicamente esse: escrever sobre vulnerabilidades, técnicas e dar dicas sobre como um atacante age, ou como podemos criar sistemas robustos, mais difíceis de invadir. Pois nesse ponto tenho que concordar com Eugene H. Spafford, quando ele diz:

“O único sistema realmente seguro é aquele que está desligado, enterrado em um bloco de concreto e selado em uma sala cofre protegida por guardas armados.”

Como último exemplo desse artigo, vamos apenas testar o seguinte: digite na pesquisa do Google as palavras “Currículo + CPF”, sem aspas, e veja o resultado. Espantado? Então, imagine o que uma pessoa maliciosa, mesmo sem conhecimentos técnicos, poderia fazer com os dados das pessoas que aparecem nessa busca. E é justamente daí que surgem os laranjas.

Então, tenhamos mais cuidado, tanto com nossas informações pessoais, quanto profissionais.

Até a próxima!